O Maior São João do Mundo chega à sua 43ª edição em 2026 carregando uma trajetória que se confunde com a própria história cultural de Campina Grande. A festa nasceu oficialmente em 1983, quando os festejos juninos da cidade passaram a receber essa denominação e eram realizados em um grande palhoção montado ao lado do Centro Cultural.
No ano seguinte, o evento entrou no calendário da Embratur e começou a ganhar maior projeção turística. Em 1985, a inauguração do Forrock ampliou a programação e recebeu nomes como Luiz Gonzaga, Dominguinhos e Elba Ramalho. Um ano depois, em 1986, surgiu o Parque do Povo, que se tornaria o principal símbolo dos festejos juninos de Campina Grande.
Uma festa que cresceu junto com a cidade
A partir daí, novas atrações passaram a integrar a programação. Em 1988 foi criado o Festival Nacional do Forró e, em 1989, nasceu o Trem do Forró, ligando Campina Grande ao distrito de Galante. Na década de 1990, a festa ganhou novas intervenções cenográficas, concursos e fóruns culturais, além de ampliar sua presença na mídia nacional.
Nos anos 2000, a preservação da memória ganhou espaço com iniciativas como o Sítio São João e o Memorial d’O Maior São João do Mundo. Em 2017, a realização da festa passou a contar com um modelo de parceria público-privada, enquanto, em 2020 e 2021, os festejos foram realizados virtualmente devido à pandemia. A retomada presencial ocorreu em 2022, seguida pela comemoração dos 40 anos da festa em 2023.
O novo capítulo do Parque do Povo
Em 2024, o Parque do Povo foi ampliado e integrado ao Parque Evaldo Cruz, formando um complexo de 80 mil metros quadrados. Em 2026, a festa celebra os 40 anos do Parque do Povo e da Pirâmide, além de contar com a instalação do Museu Luiz Gonzaga no Parque Evaldo Cruz. A trajetória reúne expansão, inovação e valorização da memória, mantendo a cultura nordestina como elemento central dos festejos.
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