Depois de décadas de espera, a missão Artemis II foi lançada com sucesso nesta quarta-feira (1º), marcando o retorno de seres humanos ao entorno lunar desde 1972. A bordo da cápsula Orion, quatro astronautas seguem rumo à Lua em uma jornada que se estende até a quinta-feira (10), quando está previsto o pouso no Oceano Pacífico. A missão não inclui aterrissagem na superfície lunar, e seu propósito central é validar os sistemas da Orion em condições reais de voo tripulado no espaço profundo.
A equipe é composta por Reid Wiseman, Victor Glover e Christina Koch, representando a NASA, além do canadense Jeremy Hansen, da Agência Espacial Canadense. O veículo que os levou ao espaço foi o SLS, o foguete mais poderoso já operado pela agência americana. Segundo Jared Isaacman, administrador da NASA, trata-se de um passo inédito: nenhum ser humano havia voado nesse sistema antes, tornando a missão essencialmente um voo de testes no espaço profundo.
A decolagem ocorreu às 19h24, horário de Brasília, a partir do Centro Espacial Kennedy, na Flórida. Nos minutos seguintes, o foguete foi se desfazendo progressivamente: os propulsores laterais se soltaram aos dois minutos de voo, o sistema de escape foi liberado aos três minutos, e o estágio central se desprendeu aos oito minutos, quando a nave já ultrapassava 150 km de altitude em alta velocidade.
Cerca de três horas e meia após a partida, o estágio superior também foi descartado, deixando a cápsula Orion em órbita terrestre de forma independente. A partir desse momento, a missão entrou em sua fase de cruzeiro rumo à Lua. Os próximos dias reservam uma série de marcos históricos antes do retorno da tripulação à Terra na quinta-feira (10).









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