A Câmara dos Deputados da Argentina deu aval, com alterações, à reforma trabalhista defendida pelo governo de Javier Milei. Como o texto sofreu mudanças, a proposta precisará retornar ao Senado, que já havia aprovado a versão anterior na última semana.
Para garantir votos, o governo retirou o trecho que previa redução de 50% no salário em casos de acidentes ocorridos fora do ambiente de trabalho. Mesmo assim, a iniciativa é considerada uma das mais profundas revisões das leis trabalhistas desde a redemocratização do país.
O Planalto argentino sustenta que a reformulação busca modernizar normas vistas como ultrapassadas, diminuir encargos e estimular a geração de empregos formais. Já opositores alertam para possíveis impactos negativos, como maior precarização, insegurança no mercado de trabalho e enfraquecimento sindical, sobretudo entre trabalhadores com menor qualificação.
A votação ocorreu em meio a tensão no plenário, com troca de críticas entre parlamentares. A medida integra um pacote mais amplo de mudanças econômicas apresentado por Milei desde que assumiu o governo, em dezembro de 2023, e a expectativa é concluir a tramitação do texto até o início de março.









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